
GEMIR
Paulo José Vieira Gemir - 22/08/1940
Nascido em Goiana, PE, iniciou atividades artísticas em 1949. Autodidata,
participou de várias coletivas, entre elas, a I Pré-Bienal do Nordeste, 1966; e
realizou individuais em Museus, Galerias, Espaços Culturais, Lojas de
Decorações, Bancos e Clubes. Sobre ele, falou Marcílio
Reinaux: “Kadinski (1910)
entendia que as suas composições abstratas falavam de sons puros e de músicas
das esferas. Por sua vez Mondrian, outro abstrato
respeitado, ordenava seus quadros arquitetonicamente, como se desejasse "construí-los" em termos de espaços. Em Kadinski a arte abstrata reflete o desejo lírico da
libertação, aquela necessidade interior. Em Gemir o goianense, pernambucanamente
entre engenhos de rapadura e pesca de pitus nos riachos e ribeirinhos ,havia de
ter este "desejo lírico de libertação", de que nos fala o Pai do
Abstracionismo. E como um Mondrian, um Arp, um Pollock, um Tapies, um Santoaso, um Matieu, ou mesmo um Manabu Mabe (com quem se afeiçoou pela mancha forte e vibrante) ,
Paulo Gemir também tem o desejo de
"construir"suas propostas abstratas, ordenando arquitetonicamente as
formas no espaço da tela. Não há - é bem de ver - da parte do artista um comprometimento,
nem do tema nem dos motivos, e muito menos vinculado com pessoas, coisas e circunstâncias. É uma liberdade do criar e do fazer
na arte do pintar, como bem diria Michel Seuphor, ao
definir a arte abstrata como “aquela que não contém qualquer apelo, qualquer
evocação com a realidade”. Isso vemos em Paulo Gemir”.
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